Líder Taleban próximo a Bin Laden é morto no Afeganistão

Um comandante militar taleban descrito como próximo a Osama bin Laden e ao líder do Taleban, Mulá Omar, foi morto em um bombardeio a uma localidade próxima à fronteira com o Paquistão na última terça-feira. A operação foi revelada na manhã deste sábado pelo Exército dos Estados Unidos, mas um suposto porta-voz da organização que governava o Afeganistão antes da invasão americana negou a afirmação.O Mulá Akhtar Mohammad Osmani foi morto em um ataque aéreo americano quando viajava de carro pela província sulista de Helmand.O suposto terrorista, descrito como um dos três principais associados do Mulá Omar, é o líder Taleban de maior escalão já morto ou capturado pelas forças americanas desde que os Estados Unidos invadiram o Afeganistão, em 2001. Até o momento, não há confirmação de funcionários afegãos ou provas visuais sobre a alegação americana. No entanto, militares afirmaram que "várias fontes" foram consultadas para confirmar a identidade do morto.Um suposto porta-voz do Taleban negou que Osmani tenha sido morto. Qari Yousef Ahmadi disse que as vítimas do bombardeio foram o comandante Mulá Abdul Zahir e três combatentes taleban."Eu garanto que Osmani está vivo e no Afeganistão", disse Ahmadi à Associated Press por telefone.De acordo com o Exército dos EUA, Osmani era o chefe do Taleban no sul do Afeganistão e tinha um papel "central na viabilização de operações terroristas", incluindo a fabricação de bombas de beira de estrada, ataques suicidas e seqüestros. Segundo o porta-voz do Exército americano coronel Tom Collins, o terrorista era membro de um grupo de "iguais" composto por lideres taleban situados hierarquicamente abaixo apenas do Mulá Omar. Collins explicou que os Estados Unidos esperaram quatro dias para anunciar a morte para não haver erros sobre a identidade do homem."Este homem estava profundamente envolvido em atos terroristas contra a população afegã, a Otan e o governo", disse Collins. "Ele era um alto comandante do Taleban no sul, mas agora já não é mais."O terrorista, acrescentou o coronel, também era responsável pelas finanças do Taleban.Texto ampliado às 11h31

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