Líder terrorista escapa da pena de morte nos EUA

O líder de um grupo terrorista palestino que seqüestrou um jato da PanAm no Paquistão e matou 22 pessoas, em 1986, escapou da pena de morte ao fazer um acordo com o governo dos EUA. Pelo acordo, Zayd Hassan Abd Al-Latif Masud Al Safarini declarou-se culpado em 95 acusações - incluindo assassinato, tentativa de assassinato e conspirar para cometer assassinato - e aceitou a sentença de três prisões perpétuas, mais 25 anos.Vestindo um uniforme de presidiário, Safarini limitou-se a responder ?sim?, por meio de um intérprete, às dezenas de perguntas que lhe foram feitas pelo juiz do caso. Safarini foi o primeiro seqüestrador de avião a enfrentar um pedido de pena de morte por parte da promotoria federal dos EUA.A situação da promotoria se complicou quando o juiz determinou que pirataria aérea não era um crime sob pena capital na época em que Safarini e três outros tomaram o Boeing 747 da PanAm no aeroporto de Karachi, em 5 de setembro de 1986.Segundo os promotores, o acordo obtido é severo o bastante e permite poupar os sobreviventes do seqüestro de terem de testemunhar num julgamento.

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