Reuters / Philip Brown Livepic
Reuters / Philip Brown Livepic

Novo líder trabalhista ameaça o país, diz Cameron

Premiê britânico criticou escolha de político da extremista esquerda como líder do principal partido de oposição

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2015 | 18h23

LONDRES - O premiê da Grã-Bretanha, David Cameron, fez neste domingo, 14, duras críticas à escolha de Jeremy Corbyn, um radical de esquerda, como seu novo líder da oposição, no sábado. “O Partido Trabalhista é agora uma ameaça à segurança nacional, a nossa segurança econômica e à segurança de suas famílias”, escreveu o primeiro-ministro conservador em sua conta no Twitter.

O Partido Conservador britânico começou sua campanha de descrédito de Corbyn depois que ele foi eleito novo líder trabalhista com o contundente apoio de 59,9% dos militantes do partido, com um programa contra a guerra e contra a austeridade.

Embora, em princípio, a vitória do veterano deputado esquerdista possa dar mais chances aos “tories” (como são chamados os conservadores britânicos) nas urnas, eles também temem que alguma de suas radicais mensagens repercutam entre o eleitorado.

Por esse motivo, o deputado conservador Andrew Mitchell convocou seus correligionários a “ocupar o centro político” e defender as virtudes “do capitalismo de consumo”.

Corbyn, de 66 anos, enfrenta o desafio de reunir uma equipe de oposição que lhe permita fazer frente a Cameron, a partir desta segunda-feira na Câmara dos Comuns, depois que alguns deputados trabalhistas mais centristas já adiantaram que não trabalharão com ele.

Hoje, a imprensa britânica noticiou que Corbyn estava nomeando alguns ministros para um “gabinete paralelo”. Entre eles, estava o de Hilary Benn, como de ministro dos Negócios Estrangeiros, e Andy Burnham, a quem Corbyn derrotou nas eleições do partido, que seria seu secretário de Interior. 

Em artigo publicado ontem pelo site do jornal Observer, Corbyn prometeu uma liderança de unidade e ampla participação feminina em sua equipe de oposição. Sua intenção, segundo ele, é construir um novo e mais amplo movimento trabalhista, “mais amável, mais respeitoso, mas também mais valente”. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.