AP Photo/Ariana Cubillo
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Líder chavista Diosdado Cabello vai a Cuba planejar encontro do Foro de São Paulo

Presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez; grupo se reúne em julho, em Caracas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 15h08

HAVANA - Líder do partido socialista venezuelano e presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello se reuniu, nesta sexta-feira, 7, com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, para organizar a próxima reunião do Foro de São Paulo. O grupo de mentores de movimentos de esquerda se encontrarão em Caracas, em julho. De acordo com Rodríguez, o encontro foi “fraterno e produtivo”:

A visita de Cabello à Havana ocorre às vésperas de uma reunião entre o cubano e a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland. Na pauta entre a canadense e Rodríguez, está a discussão sobre o papel que Cuba pode desempenhar na solução pacífica para o colapso do país sul-americano, governado por Nicolás Maduro. O Canadá integrante do Grupo de Lima, órgão multilateral que busca uma solução pacífica para a crise venezuelana.

Será a segunda reunião entre Freeland e Rodríguez para tratar sobre o tema. Eles discutiram o tema em 16 de maio em Havana.

Cuba e Venezuela trabalham como uma única equipe há vários anos, disse Cabello, segundo a agência cubana de notícias Prensa Latina. "Não só já em propostas concretas, mas para que seja conhecido no mundo o que está acontecendo em Cuba, o que acontece na Venezuela com os ataques contra nossos povos são direcionados de outros países, especialmente dos Estados Unidos ", declarou.

O governo da ilha disse, em uma declaração pública na quinta, 6, que sua solidariedade com o presidente Nicolás Maduro "não é negociável", em referência às medidas de viagem e restrições decretadas por Washington para que Havana pare de apoiar o líder venezuelano.

A Venezuela é o principal aliado político e fornecedor de petróleo para Cuba. O governo de Donald Trump afirma que o apoio militar cubano é o que sustenta Maduro no poder, e pressiona a ilha a cessar esse apoio. Cuba nega a existência de seus militares na Venezuela e sustenta que os 20 mil médicos e professores que prestam serviços nesse país não serão aposentados. / COM AP E AFP

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