Líder xiita pede a iraquianos que parem de atacar uns aos outros

O líder supremo dos muçulmanos xiitas do Iraque, grão-aiatolá Ali al-Sistani, pediu nesta quinta-feira a seus seguidores que não se envolvam em atos de represálias contra os árabes sunitas.Trata-se do mais claro chamado do líder xiita para que os iraquianos não promovam atos de violência sectária que ameaçam lançar o Iraque numa guerra civil.A declaração de al-Sistani vem à tona em um momento no qual militares americanos destacam o aumento da violência na região de Bagdá, onde a média diária de ataques passou de 24 entre os dias 14 de junho e 13 de julho para 34 ao longo dos últimos cinco dias.Em Beiji, 250 quilômetros ao norte de Bagdá, a explosão de um carro-bomba provocou a morte de pelo menos 12 pessoas. As vítimas aglomeraram-se em torno do automóvel parado em um posto de gasolina para ver um cadáver que estava num dos bancos. O veículo explodiu quando diversas pessoas aglomeravam-se ali, disse o capitão de polícia Arkan Ali.Em Anbar, no oeste iraquiano, mais um fuzileiro naval morreu em meio a uma ação hostil, informou o comando militar dos Estados Unidos. Não foram liberados mais detalhes.Em Bagdá, mais quatro pessoas seqüestradas na semana passada, durante uma reunião do Comitê Olímpico Iraquiano foram libertadas nesta quinta-feira, elevando a dez o número de reféns soltos por seus captores. Entretanto, dezenas de pessoas seqüestradas naquele dia continuam desaparecidas, entre elas o presidente do Comitê Olímpico Iraquiano, Ahmed al-Hijiya.

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