Líder xiita pede fim das passeatas por diretas no Iraque

O mais importante clérigo xiita do Iraque pediu aos fiéis que parem com as manifestações por eleições diretas ainda neste ano, pelo menos até que uma comissão da ONU decida se o pleito é viável. O apelo do grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani é uma boa notícia para a administração americana do país, que tem de enfrentar tanto a oposição armada das guerrilhas e grupos terroristas quanto a crescente pressão política da maioria xiita do país.O plano dos EUA para o Iraque prevê a transferência da soberania para um governo de transição em 1º de julho. O governo provisório seria escolhido por um Parlamento eleito em convenções regionais, e não pelo voto direto.Al-Sistani repudiou a idéia e exigiu eleições diretas para o Parlamento. A posição do aiatolá foi referendada por enormes passeatas em diversas cidades do país. Mais recentemente, porém, Al-Sistani indicou que aceitará as eleições indiretas se uma comissão da ONU certificar que não há tempo hábil para a convocação de um pleito geral.

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