Líder xiita quer avaliar viabilidade de diretas no Iraque

O grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani quer que especialistas iraquianos - e não apenas funcionários da ONU - provem que eleições diretas são impraticáveis no país no curto prazo, antes de retirar sua oposição a um projeto político para o Iraque elaborado pelo governo dos Estados Unidos, disse um de seus assessores. Al-Sistani também está irredutível quanto ao cumprimento do prazo de 1º de julho para que as forças de ocupação lideradas pelos EUA devolvam o poder e a soberania ao povo iraquiano, prosseguiu Mohammed al-Yehia al-Mawsawi, o assessor.Se especialistas do Iraque e da ONU concluírem que não é viável realizar eleições antes de 1º de julho, então Al-Sistani pensará em outras formas de escolher um Parlamento de transição, que represente da forma mais fiel possível a sociedade iraquiana, explicou Al-Mawsawi. Os EUA apresentaram um plano para que o Parlamento iraquiano seja escolhido por meio de 18 assembléias regionais compostas por "notáveis", e não por meio de eleições diretas, como exige o mais importante e influente clérigo muçulmano xiita do Iraque.Al-Sistani quer que os eleitores iraquianos escolham os parlamentares, que então teriam a missão de formar o novo governo iraquiano. Segundo o clérigo, o sistema proposto pelos EUA apenas perpetuaria a ilegitimidade das instituições iraquianas.

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