Líder xiita radical qualifica os EUA como inimigos do Islã

Em tom desafiador, o clérigo muçulmano xiita Muqtada al-Sadr qualificou os Estados Unidos como "inimigos do Islã", mas aceitou uma trégua com as forças americanas posicionadas nos arredores da cidade sagrada de Najaf, disseram mediadores, sinalizando que estaria disposto a negociar o fim do impasse. Al-Sadr tenta não ser preso por uma acusação de homicídio - o mandado contra ele desencadeou a rebelião xiita contra soldados dos EUA na região. Ele disse estar disposto a retirar de Najaf sua milícia, o Exército Al-Mahdi, com a condição de que as forças americanas não entrem na cidade sagrada.Um grupo de líderes tribais da região de Najaf participou nesta sexta-feira do segundo dia de negociações com a polícia, para buscar um acordo. Al-Sadr e representantes americanos chegaram a um compromisso que deverá persistir até domingo, disse um líder tribal envolvido nas negociações.Apesar da presença de centenas de soldados americanos na área, Al-Sadr conseguiu deixar Najaf e ir à principal mesquita da vizinha Kufa para as orações semanais de sexta-feira - em um sinal de que os soldados americanos não pretendem agir contra ele por enquanto. Os EUA baixaram o tom da retórica e passaram a ser bastante cuidadosos com relação a Al-Sadr. Inicialmente, os americanos diziam que o líder xiita seria ?morto ou capturado?.

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