Liderança dos EUA beneficia o mundo, diz presidente americano

Obama rebate crítica a plano de ataque militar contra a Síria com alerta sobre risco do isolamento de Washington

Cláudia Trevisan e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2013 | 02h03

Depois de enfrentar resistência dentro e fora dos EUA à proposta de um ataque "limitado" à Síria, o presidente Barack Obama defendeu ontem o ativismo americano em temas globais e disse que o mundo é mais seguro quando Washington se dispõe a agir.

"O perigo para o mundo não é uma América que esteja ávida para se envolver nos problemas de outros países ou de tratar cada problema na região (Oriente Médio) como se fosse seu", afirmou. "O perigo para o mundo é que os EUA, depois de um década de guerra, compreensivelmente preocupados com problemas domésticos, conscientes das hostilidades que nosso engajamento desperta em todo o mundo muçulmano, possam se retirar, criando um vácuo de liderança que nenhuma outra nação está pronta para ocupar."

A oposição da opinião pública e do Congresso à ação contra a Síria impulsionou o debate sobre a suposta tendência isolacionista dos EUA, depois de dez anos de guerra no Afeganistão e no Iraque.

Para Obama, o eventual "desengajamento" americano na região seria um erro e não estaria à altura do caráter "excepcional" dos EUA. "Nós mostramos disposição de dar nosso sangue e nossos recursos não apenas na defesa de nossos limitados interesses próprios, mas do interesse de todos", ressaltou.

Todos os elementos. O presidente americano, porém, deixou claro que está pronto para usar todos os elementos de poder que possui, entre quais a força militar, para preservar os interesses fundamentais do país no Oriente Médio.

Dirigindo-se aos membros da ONU, Obama propôs um "novo pensamento" da comunidade internacional diante de ameaças à paz. "Enquanto as Nações Unidas foram desenhadas para prevenir a guerra entre Estados, enfrentamos cada vez mais o desafio de prevenir a matança dentro dos Estados."

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