Líderes africanos reclamam de investigações da Corte de Haia

A União Africana pediu, em um relatório divulgado no sábado, que a Corte Internacional de Justiça (ICC, na sigla em inglês) arquive ou suspenda as investigações contra o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, e o vice-presidente do Quênia, William Ruto.

Estadão Conteúdo

01 de fevereiro de 2015 | 17h36

De acordo com a organização, o tribunal investiga africanos de forma desproporcional, e deve frear os casos até que as críticas da União Africana sejam devidamente discutidas. A ICC processou oito pessoas do continente até o momento, a metade deles a pedido de governos locais.

Ruto e o jornalista Joshua Sang são investigados por crimes contra a humanidade por sua suposta participação em uma repressão violenta no Quênia, após as eleições de 2007. Na ocasião, mais de mil pessoas morreram e 600 mil tiveram que deixar suas casas por causa da violência que irrompeu no país.

Promotores da corte também acusam Bashir de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade por causa de sua responsabilidade sobre a situação em Darfur. Ela já emitiu um pedido de prisão ao vice-presidente, que se recusou a comparecer à Corte e participar do processo. Bashir continua solto.

A União Africana tem sido criticada por organizações de direitos humanos, que acusam a entidade de encorajar a impunidade. No ano passado, ela aprovou uma resolução dizendo que nenhum governante pode ser processado pela ICC enquanto estiver em exercício. Fonte: Associated Press.

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