Líderes beduínos se reúnem para definir ações contra Governo egípcio

O grupo exige o direito a possuir a terra em que vive, melhores serviços, a libertação de cerca de 1.500 beduínos presos, o fim dos tribunais militares e melhor tratamento da Polícia

EFE

02 de agosto de 2008 | 05h34

Os líderes beduínos se reúnem neste sábado em Shibana, na região da península do Sinai, para tomar uma postura comum contra o Governo egípcio. O grupo exige o direito a possuir a terra em que vive, melhores serviços, a libertação de cerca de 1.500 beduínos presos, o fim dos tribunais militares e melhor tratamento da Polícia. Faltando um dia para a conferência, as forças de segurança já estavam com homens a mais nas localidades de Rafah e Sheikh Shueid, no nordeste do Sinai egípcio. Além disso, veículos policiais percorreram as principais vias e estradas de acesso a Shibana - entretanto, moradores da área comentaram que a presença da força de segurança era pouca. Um membro da tribo dos Tarabini que se identificou apenas como Salam denunciou ontem que a Polícia invadiu sua casa e a de outros três membros de sua tribo durante a madrugada. Segundo Salam, a Polícia destruiu alguns móveis e levou eletrodomésticos, além de 10.000 libras egípcias (US$ 1.900) em espécie. Moussa Kraim, um dos líderes beduínos organizadores da conferência, disse que sua mulher foi advertida pela Polícia ontem à noite que, se seu marido quisesse "viver em paz", não deveria ir ao evento. Mas Moussa, que passou a noite no deserto, assegurou que continuava determinado a assistir à conferência.  Os beduínos da Península do Sinai, que somam cerca de 300.000 pessoas, acusam o Governo do Cairo de dar a eles um tratamento discriminatório e de racismo. Alguns inclusive sustentam que viviam melhor durante a ocupação israelense da península, de 1967 a 1982.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.