Pyeongyang Press Corps/Pool
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Líderes coreanos encerram cúpula em 'montanha sagrada' na Coreia do Norte

Líder norte-coreano Kim Jong-un se encontrou com presidente Moon Jae-in no Monte Paektu, na fronteira com a China

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 04h02

SEUL - O presidente sul-coreano Moon Jae-in realizou nesta quinta-feira, 20, um desejo anunciado em abril deste ano quando encontrou Kim Jong-un pela primeira vez: visitar o Monte Paektu, vulcão considerado sagrado na Coreia do Norte. Os dois líderes se reuniram no local no último dia da cúpula intercoreana realizada nesta semana em Pyongyang

Após assinarem uma declaração conjunta na qual a Coreia do Norte firmou novos compromissos de desnuclearização, Kim decidiu levar Moon para conhecer o Monte Paektu, na fronteira com a China. Em abril, o presidente anunciou que "tinha um sonho que não conseguia cumprir há muito tempo", se referindo a uma ida ao vulcão. À época, Moon completou dizendo que "acreditava ser possível que Kim realizasse esse desejo".

Moon e Kim voaram em aviões separados e se encontraram no pé da montanha, onde tomaram um bondinho juntos até o Lago Paraíso, uma caldeira no topo do vulcão. Os dois líderes andaram juntos pela região, localizada a 2.750 metros acima do nível do mar. 

O Monte Paektu, também conhecido como Baekdu, é considerado sagrado pelos dois países devido a sua ligação com as origens da península coreana. Na Coreia do Sul, o vulcão está presente no hino nacional do país e, na Coreia do Norte, é utilizado constantemente como símbolo do regime Kim Jong-un nas propagandas estatais.

Apesar de localizado na fronteira com a China, Moon havia dito que nunca tinha ido ao local. O presidente é conhecido por gostar de visitar regiões montanhosas, tendo trilhado os Himalaias duas vezes. Segundo um porta-voz da Casa Azul, Moon queria "visitar o Monte Paektu pisando em solo coreano".

A visita deu fim à terceira cúpula entre os líderes coreanos. Na quinta-feira, 19, Kim assinou um novo acordo de desnuclearização no qual se compromete a fechar instalações de fabricação e teste de mísseis na presença de observadores internacionais e desmantelar o principal complexo nuclear norte-coreano. As medidas foram celebradas pelos Estados Unidos. //REUTERS

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