Líderes criam entidade e deixam EUA e Canadá de fora

Presidentes reunidos em Cancún, no México, aprovaram hoje, por aclamação, a criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos. A iniciativa pretende incorporar todos os países do hemisfério, sem a presença de Estados Unidos e Canadá. Os presidentes e altos representantes de 32 países presentes na chamada Cúpula da Unidade concordaram em lançar a nova entidade. Porém, o funcionamento normal da organização ocorrerá apenas no futuro, quando houver acordo sobre seus estatutos.

AE-AP, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 14h02

O objetivo do novo organismo é projetar globalmente a região, em temas como o respeito ao direito internacional, a igualdade entre Estados, o respeito aos direitos humanos e a cooperação, segundo o presidente do México, Felipe Calderón. O anfitrião do encontro disse que a comunidade trabalhará sobre a base da solidariedade, da inclusão social e da complementaridade.

O presidente cubano, Raúl Castro, qualificou a criação da nova entidade como "de transcendência histórica". "Estão dadas as condições para avançar para a constituição de uma organização regional puramente latino-americana e caribenha e que represente as 33 nações independentes da América Latina e do Caribe", afirmou.

O único país da região não presente no encontro é Honduras, que não foi convidado por estar suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA), após o golpe de Estado em junho passado contra o então presidente Manuel Zelaya.

As lideranças presentes concordaram com a criação da nova organização, mas divergem sobre se ela deve ou não substituir a OEA, na qual participam EUA e Canadá. Para alguns, a OEA é um organismo incapaz de resolver as disputas regionais. Até que se constitua em sua totalidade o novo organismo, a Cúpula de Unidade será um "foro unificado", que preservará o Grupo do Rio e a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC).

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