Líderes da Austrália buscam apoio para formar coalizão

Líderes dos dois principais partidos políticos da Austrália têm buscado apoio de legisladores independentes para formar o primeiro governo de coalizão desde a Segunda Guerra Mundial, depois da eleição mais acirrada em quase 50 anos, realizada no sábado. O primeira-ministra Julia Gillard, do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, continua sendo a líder interina. Neste domingo, ela disse estar claro que nenhum partido ganhou a maioria das cadeiras do parlamento nesta eleição, cujo resultado deve ser conhecido em cerca de uma semana.

AE-AP, Agência Estado

22 de agosto de 2010 | 19h14

Com mais de 78% dos votos apurados, a Comissão Eleitoral Australiana informou que o Partido Trabalhista ocupa 70 cadeiras e a oposição, do Partido Liberal, deve liderar a coalizão com 72 parlamentares. A maioria dos analistas concorda que a coalizão deve terminar com 73, uma cadeira à frente dos Trabalhistas.

Gillard e o líder liberal Tony Abbott confessaram que deram início às discussões com independentes da Câmara dos Representantes da Austrália, assim como com o Partido Verde. Nenhum deles revelou, no entanto, o que oferecem nas negociações confidenciais.

Tanto os Trabalhistas quanto os Liberais assumiram que nenhum dos dois alcançaria os 76 postos necessários para formar o governo na Câmara baixa, que tem 150 legisladores. "Portanto, a primeira questão é: que partido será mais capacitado para formar um governo estável e eficiente para o interesse nacional?", questionou Gillard, em declaração à imprensa.

Abbott, por sua vez, afirmou que o governo Trabalhista mostrou instabilidade quando Gillard derrubou o ex-primeiro-ministro Kevin Rudd, no que chamou de um surpreendente golpe interno no partido, dois meses atrás. "É certo que qualquer governo Trabalhista que emerge na noite para o dia será cronicamente dividido e disfuncional." As informações são da Associated Press.

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