Líderes da Ucrânia se reúnem com Obama nos EUA

Primeiro-ministro ucraniano busca apoio e auxílio dias antes de referendo na Crimeia

O Estado de S. Paulo,

12 de março de 2014 | 11h01

WASHINGTON - Os novos líderes da Ucrânia se reúnem nesta quarta-feira, 12, em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outras autoridades americanas, buscando auxílio e apoio dias antes de um referendo que pode dividir o território ucraniano.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, se encontra 14h45 (15h45 no horário de Brasília) com Obama e deve se reunir também com líderes do Congresso que estão avaliando um pacote de ajuda para a Ucrânia e medidas de sanção contra a Rússia, que manifestou apoio ao referendo da Crimeia.

Junto com Yatseniuk, o ministro das Relações Exteriores interino, Andrii Deshchytsia, terá reunião com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e outros funcionários do governo americano. Deshchytsia havia se reunido com Kerry na semana passada na Europa, quando os EUA tentaram em vão organizar um encontro entre autoridades russas e o novo governo ucraniano.

A Rússia movimentou tropas para a Crimeia e o referendo deste domingo vai consultar a população sobre a separação do território da Ucrânia e anexação à Rússia. Os EUA dizem que não reconhecerão uma secessão da Ucrânia.

Um exercício conjunto envolvendo as Marinhas dos EUA, Bulgária e Romênia começou nesta quarta-feira nas águas do mar Negro em frente à península da Crimeia. Washington diz que os exercícios navais estavam previstos antes da crise na Ucrânia. Mas a atividade manda uma mensagem de firmeza aos membros da Otan preocupados com as intenções da Rússia na região.

A Marinha búlgara disse à Reuters que os exercícios começaram após adiamento de um dia devido a condições climáticas adversas. A Marinha da Romênia recusou comentar.

O US Truxtun, um destroier americano com mísseis teleguiados que faz parte da Sexta Frota dos EUA, sediada na Itália, juntou-se às manobras com a fragata búlgara Drazki e três embarcações romenas no mar Negro. O exercício não deve incluir nenhum disparo com armas de fogo./ AP e REUTERS

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