Líderes de governo pedem libertação de ativista chinês vencedor do Nobel

Liu Xiaobo recebeu prêmio da Paz por esforços pela democratização da China

estadão.com.br

08 de outubro de 2010 | 07h56

SÃO PAULO - Líderes de governo de todo o mundo aplaudiram nesta sexta-feira, 8, a decisão do Instituto Nobel de laurear o dissidente chinês Liu Xiaobo com o prêmio Nobel da Paz deste ano e pediram a Pequim que liberte o ativista, preso desde dezembro de 2009.

 

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O governo da França reiterou seu pedido para que Liu seja libertado. "A França, assim como a União Europeia, expressou sua preocupação desde a detenção de Liu e fez vários pedidos por sua libertação", disse o chanceler Bernard Kouchner.

 

O ministro declarou que a concessão do Nobel ao dissidente chinês significa "a defesa dos direitos humanos em todo o mundo" e manifestou a "preocupação" da França com a permanência de Liu na prisão.

 

O porta-voz do governo da Alemanha, Stefenn Seibert, anunciou que o governo de seu pediu a liebrtação do ativista. "O governo alemão deseja que Liu seja libertado para receber o prêmio. O governo se comprometeu no passado com sua libertação e seguirá pressionando", acrescentou.

 

O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, afirmou que a premiação "é uma forte mensagem de apoio" para quem defende a liberdade e os direitos humanos no mundo todo". "O prêmio outorgado a Liu é uma forte mensagem de apoio para todos aqueles que estão lutando pela liberdade e pelos direitos humanos no mundo, às vezes com um grande sacrifício pessoal", destacou o presidente do Executivo do bloco, sem pedir a libertação do ativista.

 

O líder espiritual tibetano exilado, o dalai-lama, vencedor do Nobel da Paz em 1989, também se manifestou e pediu a libertação de Liu. Segundo ele, o prêmio é um reconhecimento internacional do aumento dos pedidos de reforma na China. Em comunicado, o dalai-lama pediu a libertação de todos "os presos por exercerem sua liberdade de expressao".

 

A organização de direitos humanos Anistia Internacional expressou confiança de que a decisão do Instituto Nobel de laurear o ativista chinês possa chamar a atenção da comunidade internacional "à violação humanitária que ocorre na China". A ONG ainda pediu a libertação de Liu e de todos os outros prisioneiros políticos mantidos nas prisões chinesas.

 

Com Efe e Reuters

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