Líderes de Sudão e Sudão do Sul negociam fronteiras e petróleo

Líderes do Sudão e do Sudão do Sul se reuniram na noite de domingo para tentar chegar a um acordo para por fim às hostilidades, mas ainda não houve progresso sobre um acerto de segurança depois de duas semanas de conversas na Etiópia, disseram autoridades.

ULF LAESSING, Reuters

23 de setembro de 2012 | 17h26

Destacando a profunda desconfiança entre os vizinhos, o Sudão do Sul acusou o Sudão de entregar armas por ar no final de semana a rebeldes na nova nação africana, que se separou de Cartum, seu antigo inimigo da guerra civil, em julho de 2011.

Os exércitos das duas nações lutaram durante semanas em abril ao longo da disputada fronteira depois que uma briga aumentou por conta de quanto o Sudão do Sul deveria pagar para usar os oleodutos do norte.

O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, e Salva Kiir, do Sudão do Sul, começaram as conversas na noite de domingo em Adis Abeba para discutir os obstáculos que restavam para um acordo.

"Concordamos em muitos tópicos, mas ainda há questões para as quais não temos um acordo, principalmente a questão da segurança", disse Badr el-Din Abdallah, porta-voz da delegação sudanesa.

Os dois países tinham que chegar a um acordo de paz abrangente até o fim de semana ou corriam o risco de receber sanções da ONU.

Diplomatas vêm tentando mediar as conversas entre os dois rivais, que têm um histórico de assinar acordos, mas não implementá-los. Ambos precisam muito da renda do petróleo que está em jogo.

Os dois países chegaram a um pré-acordo interino em agosto para reiniciar as exportações de petróleo do Sudão do Sul. Mas o Sudão insiste em primeiro chegar a um acordo de segurança.

No sábado, o Sudão aceitou, sob condições, um mapa da União Africana para uma zona fronteiriça desmilitarizada depois de objetar à ideia por meses.

Mas Abdallah disse no domingo que a questão ainda não tinha sido resolvida e seria discutida na cúpula. Juba já aceitou o mapa da UA.

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