Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Líderes democratas acusam Trump de incitar ódio

Líderes da oposição na Câmara e no Senado dizem que presidente divide os americanos e consente a violência

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 21h08
Atualizado 25 de outubro de 2018 | 13h21

WASHINGTON - Dois importantes políticos democratas acusaram nesta quarta-feira, 24, o presidente americano, Donald Trump, de ter consentido a violência nos EUA e dividido o país, após o envio de pacotes suspeitos de conter explosivos a personalidades como a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, o ex-presidente Barack Obama e a rede CNN

“O presidente consentiu a violência física e dividiu os americanos com suas palavras e ações”, destacaram, em um comunicado conjunto, a líder da minoria democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer.

O FBI investiga pacotes suspeitos com 'dispositivos potencialmente destrutivos', dirigidos sobretudo a proeminentes figuras políticas do Partido Democrata, alvos usuais das críticas do presidente Trump. Veja aqui o que se sabe até agora

Os dois congressistas democratas mencionaram no comunicado que o presidente americano, recentemente, expressou seu apoio a “um deputado republicano que agrediu um jornalista, aos neonazistas que provocaram a morte de uma mulher em Charlottesville, a ditadores do mundo que assassinam os próprios cidadãos e se referiu à imprensa livre como inimigo do povo”. 

Os dois democratas asseguraram que as afirmações do presidente Trump condenando o envio dos pacotes suspeitos são “palavras vazias”, a menos que ele se retrate de suas declarações que justificam a violência. “Escutamos com interesse os comentários do presidente. Todos fazemos um juramento de apoiar e defender o povo americano e essa é nossa responsabilidade”, disseram Schumer e Pelosi no comunicado.

Moderação

Ao falar sobre os pacotes, o presidente Trump pediu a união dos americanos e disse: “Nestes tempos, temos de nos unir e mandar uma clara e inequívoca mensagem de que atos ou ameaças de violência política de qualquer tipo não têm lugar nos Estados Unidos”.

Jeff Zucker, presidente da CNN, também responsabilizou Trump pela tentativa de ataque à sede da empresa em Nova York. Por meio de um comunicado, Zucker criticou a “falta total e completa de compreensão da Casa Branca sobre a gravidade de seus contínuos ataques à imprensa”.

“O presidente, e especialmente a secretária de imprensa da Casa Branca (Sara Sanders), deveriam entender que suas palavras têm importância. Até agora, eles não demonstraram compreensão disso”, disse Zucker, em comunicado. Trump vem atacando a imprensa e seus rivais democratas desde que começou a campanha presidencial de 2016. / AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.