Líderes empresariais da Venezuela mantêm greve

As maiores organizações comerciais da Venezuela reafirmaram, nesta quinta-feira, sua intenção de parar na próxima semana em protesto contra a nova legislação econômica, afirmando que não se impressionaram com a tentativa de reconciliação feita pelo presidente Hugo Chávez."Boas intenções não são suficientes", afirmou Pedro Carmona, presidente da Fedecámaras, principal associação comercial da Venezuela.Segundo ele, a Fedecámaras não desistirá da greve se o governo não concordar em suspender a nova lei, que, segundo o empresariado, aumenta o poder do Estado sobre a economia.A Fedecámaras, que representa companhias responsáveis por 90% da produção do país, excluindo a área de petróleo, convocou uma greve de um dia para a próxima segunda-feira. Sindicatos controlados pela oposição e a imprensa também prometem participar do protesto.Nesta quarta-feira, Chávez afirmou que não se importaria se o Congresso - dominado por seu partido - fizesse emendas aos parágrafos mais controvertidos da lei. A nova legislação foi imposta, na semana passada, pelo presidente.

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