Louafi Larbi/Reuters–10/4/2011
Louafi Larbi/Reuters–10/4/2011

Líderes enxergam ''fim da linha'' para Kadafi

Merkel, Cameron, Sarkozy e Obama pedem que o ditador deixe o poder após a tomada de Trípoli para evitar mais violência; Chávez critica a Otan

, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 00h00

A tomada de Trípoli, ontem, pelos rebeldes líbios foi comemorada por líderes ao redor do mundo. Com as primeiras notícias de que os insurgentes entravam na capital, a chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que seria "importante que Muamar Kadafi deixasse o poder o mais cedo possível" para evitar ainda mais derramamento de sangue.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, também considerou que a entrada das forças anti-Kadafi na capital significa o fim da linha para o ditador. "Fica claro, depois das cenas que vimos em Trípoli, que o fim está próximo para Kadafi", afirmou em comunicado.

Em Paris, o presidente Nicolas Sarkozy emitiu um comunicado louvando "a coragem dos combatentes rebeldes". O líder francês também pediu que Kadafi deixasse o poder "para evitar ainda mais sofrimento inútil opara a população da Líbia".

O presidente americano, Barack Obama, disse que o ditador líbio precisa reconhecer que seu regime chegou ao fim. "Kadafi deve entender que não controla mais a Líbia. Ele precisa deixar o poder de uma vez por todas", afirmou em comunicado.

Obama, que passa férias em Massachusetts, foi informado por assessores do avanço rebelde sobre Trípoli, mas manteve a programação de descanso.

Crítica. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado de Kadafi, condenou o apoio da Otan ao esforço dos rebeldes na capital.

"Estamos vendo imagens de como os governos democráticos da Europa, não todos, estão demolindo Trípoli com suas bombas", disse. / AP E REUTERS

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