Philippe Lopez / AFP
Philippe Lopez / AFP

Líderes estudantis de Hong Kong são indiciados por protestos

Quatro líderes do grupo estudantil Scholarism, Joshua Wong, Oscar Lai, Agnes Chow e Derek Lam, foram acusados e liberados depois

O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 09h34

HONG KONG - A polícia de Hong Kong acusou formalmente quatro líderes estudantis nesta sexta-feira, 16, por incitar outras pessoas a participarem de manifestações ilegais, como parte de uma investigação sobre os mais de dois meses de protestos pró-democracia que paralisaram partes da cidade, centro financeiro da Ásia.

Dezenas de manifestantes segurando guarda-chuvas amarelos, que se tornaram um símbolo do movimento democrático da cidade, gritavam: "Eu quero o sufrágio universal" e "apoiem os estudantes", antes de o grupo entrar na delegacia de polícia.

Quatro líderes do grupo estudantil Scholarism, Joshua Wong, Oscar Lai, Agnes Chow e Derek Lam, foram acusados e liberados depois de se apresentarem à polícia, de acordo com a página oficial do Scholarism no Facebook. Os quatro se recusaram a acatar o pagamento de fiança.Alguns membros do grupo também foram acusados de participar de manifestações ilegais e organizar reuniões ilegais.

Antes de entrar na delegacia, Wong disse que não estava nervoso. Ele afirmou que a polícia o havia informado, no início de janeiro, que seria preso."Eu ainda estou confiante e otimista em mais ações e o próximo Movimento Guarda-Chuva, e para continuar a lutar pelo sufrágio universal", disse.

O jovem, de 18 anos, fez sinal de positivo e de vitória de uma escada rolante que conduz ao prédio da polícia, e disse ainda que se for preso espera que isso inspire mais gente a se erguer contra o governo.

A ex-colônia britânica voltou ao domínio chinês em 1997, sob a fórmula "um país, dois sistemas", que dá à cidade mais autonomia e liberdade do que na China continental, e tendo como objetivo final o sufrágio universal.

Os manifestantes exigem candidaturas livres para a próxima eleição local para o cargo de administrador da cidade em 2017. O governo chinês anunciou que vai permitir a eleição em 2017, mas apenas com candidatos pré-selecionados.

Os protestos em Hong Kong, encerrados após repressão policial no mês passado, foram consideradas ilegais pelos governos local e central. / REUTERS

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