Líderes iraquianos participam de conversas cordiais e francas

Os líderes políticos do Iraqueparticiparam de conversas "cordiais, mas francas" neste sábado,em uma tentativa de reviver os esforços de reconciliaçãonacional e reparar a fraturada unidade governamental. Os cinco líderes, representando a maioria xiita, os sunitase os curdos, se encontraram por volta de 90 minutos e devem seencontrar novamente no domingo, disse o vice-primeiro-ministrodo Iraque, Barham Salih, à Reuters. Foi a primeira vez que eles se encontraram em dois meses. "O encontro foi cordial, mas caracterizado por discussõesfrancas dos problemas e um senso de responsabilidade pararesolver as crises políticas que afligem o país", disse Salih. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki está sob crescentepressão de Washington, que está frustrada pelo progressopolítico insignificante enquanto o Exército norte-americanoaumenta suas operações para acabar com a violência sectária. Maliki participou das conversas juntamente com o presidenteJalal Talabani, um curdo, o sunita vice-presidente Tareqal-Hashemi, o xiita vice-presidente Adel Abdul-Mahdi e MasoudBarzani, presidente da região semi-autônoma do Curdistão. Salih disse que os líderes discutiram os resultados dasconversas preparatórias que acontecem quase diariamente desde15 de julho. Os resultados incluíram tentativas e acordos sobre arevisão de uma lei de desbaathificação (fim do partido Baath,do ex-presidente Saddam Hussein), os poderes das províncias e"estruturas para questões cruciais sobre como lidar com asmilícias, grupos insurgentes, detentos e divisão de poderes",disse Salih. A lei de desbaathificação é uma das questões maisespinhosas porque propõe diminuir as restrições sobreex-membros do partido Baath trabalharem no serviço civil ou noExército. Washington quer ver sinais de progresso político nareconciliação nacional antes de um relatório sobre a estratégiado presidente dos EUA, George W. Bush, para o Iraque serapresentado ao Congresso no meio de setembro. Os democratas no Congresso norte-americano, que desejam oretorno das tropas dos EUA assim que possível, devem se agarrara qualquer evidência de que a estratégia não está funcionando. O fraco e divido governo de Maliki fez pouco progresso empôr em prática importantes leis para promover a reconciliaçãonacional e blocos políticos estão relutantes em se comprometer.Quase metade de seu gabinete renunciou ou está boicotando osencontros.

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