Líderes libaneses fazem acordo buscando fim da crise no país

O presidente do Parlamento libanês e um dos líderes da oposição, Nabih Berri, e o dirigente da maioria parlamentar, Saad al-Hariri, anunciaram nesta sexta-feira que chegaram a um acordo para continuar o esforço a fim de chegar a uma solução para a crise política no Líbano.Em comunicado conjunto emitido pelos dois políticos, que sereuniram na quinta-feira à noite, não se menciona avanço específico algum, mas se destaca o ambiente "positivo e franco" em que o encontro aconteceu.Segundo várias fontes, a reunião, primeira dos líderes daoposição e pró-governamentais em quatro meses, foi possível graças à mediação do embaixador da Arábia Saudita em Beirute, Abdel Aziz Al-Khoja. O encontro, que durou quase quatro horas, aconteceu na casa de Berri, em Ein El Tineh, no leste de Beirute. O rei saudita Abdullah mostrou seu desejo de aproximar asposturas da oposição e do Governo libaneses antes da cúpula da Liga Árabe, prevista para os dias 27 e 28 de março, em Riad."A reunião mostrou o consenso dos dois sobre a necessidade de solucionar a crise para alcançar soluções que permitam ao país restabelecer sua atividade e sair da estagnação política", afirma o comunicado.Além disso, a nota ressalta que "houve vários pontos de acordo, embora outros ainda necessitem de mais discussões e reuniões entre as duas partes". Berri, também dirigente do grupo xiita Amal, é uma figura-chave da oposição liderada pelo Hezbollah, que está no centro de Beirute desde 1º de dezembro para forçar a renúncia do Governo e a formação de um Executivo de união nacional. A crise entre forças opositoras e o Governo de Fouad Siniora começou a tomar vulto após o conflito entre Israel e Líbano do ano passado, quando as duas partes trocaram acusações de serem responsáveis pelo ocorrido. Em meados de novembro, a crise se consolidou, pouco antes de o Executivo ter anunciado sua intenção de aprovar a criação de um tribunal internacional para julgar o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, pai de Saad. Enquanto as forças governamentais insistem na necessidade da criação imediata do corpo legal, a oposição exige uma série de condições para que este não seja "politizado".

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