Líderes muçulmanos dos EUA apóiam Kerry, com restrições

Importantes grupos muçulmanos dos Estados Unidos manifestaram o que chamaram de "apoio com restrição" ao candidato presidencial democrata John Kerry, pedindo aos eleitores islâmicos do país que votem no desafiante de George W. Bush, apesar de considerarem inadequada sua plataforma política no que diz respeito aos direitos civis. A Força-Tarefa Muçulmana Americana vinha evitando manifestar apoio a algum candidato, mas alguns líderes do grupo sentiram que a eventual neutralidade poderia ser benéfica ao presidente Bush em sua luta pela reeleição. Em 2000, uma comissão composta praticamente pelos mesmo grupos muçulmanos apoiou o republicano Bush contra o então candidato democrata Al Gore, pois Bush dizia durante sua campanha que era contra o uso de evidências secretas em audiências de deportação. Entretanto, a Força-Tarefa anunciou por meio de um comunicado divulgado hoje que o governo Bush foi "insensível com relação às liberdades civis e aos direitos humanos" dos muçulmanos americanos, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. "Os muçulmanos americanos são tratados hoje como cidadãos de segunda classe dentro dos Estados Unidos", considerou o grupo.

Agencia Estado,

21 Outubro 2004 | 19h00

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