Líderes mundiais criticam regime militar de Mianmá

No sétimo dia de manifestações, líderes políticos se mostram contrários ao governo ditatorial do país

Agências internacionais,

24 de setembro de 2007 | 17h57

Governos europeus e o americano criticaram, nesta segunda-feira, 24, o governo ditatorial de Mianmá. O Reino Unido "não concorda com a repressão feita pelo regime contra os cidadãos comuns", afirmou o porta-voz do primeiro-ministro Gordon Brown, Michael Ellam.   Veja Também   Militares de Mianmá adverte contra protestos de monges   Brasileiro relator da ONU pede ajuda internacional para Mianmá   "A mensagem deveria ir para todos aqueles que estão sendo perseguidos desde Burma (Mianmá) até o Zimbábue: direitos humanos são universais e nenhuma injustiça deve durar para sempre", disse Gordon Brown durante a conferência anual do seu partido em Bournemouth.   Autoridades da União Européia encorajam "uma real reforma política" e o governo da França mostrou-se "descontente" com a situação em Mianmá. "O governo será responsabilizado pela comunidade internacional pela segurança dos manifestantes", declarou o ministro das Relações Exteriores da França.   Já o governo alemão afirmou que o protesto pacífico é bem-vindo. "Se o governo do país for sério sobre os planos de reforma, então, não deve impedir a expressão de opiniões", disse o ministro das Relações Exteriores, Martin Jaeger.   O líder espiritual exilado do Tibet, Dalai Lama, também apoiou o protesto. "Eu apóio e me solidarizo com o recente movimento pacífico pela democracia em Burma (Mianmá)", afirmou Dalai Lama, segundo informações da AFP.   O governo de Cingapura também comentou, nesta segunda, que espera que os protestos terminem sem violência. Já as Filipinas clamam pelo desenvolvimento da democracia.   A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, descreveu, no domingo, 23, o abuso dos direitos civis cometido pelo governo militar como brutal.   Além da pressão internacional, a oposição dentro do território também ganha força. Monges budistas lideraram, nesta segunda-feira, 24, mais uma marcha, iniciada no santuário de Shwedagon, que seguiu pelas ruas de Yangon. A demonstração contou com a presença de cerca de 100 mil pessoas.   O governo ditatorial de Mianmá ameaçou "tomar uma atitude" contra os opositores, segundo o ministro da Religião, Brigadeiro General Thura Myint Maung. Ele participou, nesta segunda, de um programa da televisão estatal, onde se encontrou com líderes religiosos.   Sanções   Mianmá sofre sanções internacionais desde 1990, quando as Forças Armadas rejeitaram o resultado das eleições presidenciais. A ganhadora do Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, havia sido eleita e há 12 anos está presa. Demonstrações contra o regime têm aumentado desde que os preços do combustível subiram no mês passado.   Os protestos refletem as dificuldades econômicas enfrentadas pela população e a sua frustração pela falta de progresso político, afirmou Mark Canning, embaixador do Reino Unido em Mianmá. Até agora, o governo mostrou moderação ao lidar com as manifestações realizadas em Yagon e Mandalay.

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