Líderes mundiais expressam condolências por Yeltsin

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev expressou nesta segunda-feira suas "profundas" condolências à família de Boris Yeltsin, e reconheceu que o ex-presidente russo teve "grandesméritos" e "também graves erros". Yeltsin foi o primeiro presidente da Rússia pós-comunismo e morreu nesta manhã por uma insuficiência cardiovascular.Gorbachev acrescentou em sua mensagem, divulgada pela agência Interfax, que Yeltsin "teve um destino trágico". Casa BrancaA Casa Branca ressaltou como "uma figura histórica" o ex-presidente da Rússia Boris Yeltsin, e transmitiu suas condolências ao povo russo. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, falou por telefone com seu colega russo, Vladimir Putin, afirmou a porta-voz adjunta da Casa Branca, Dana Perino.Dana não deu detalhes sobre o conteúdo da conversa, mas acredita-se que ambos tenham falado sobre a morte de Yeltsin, que governou a Rússia entre 1991 e 2000, quando foi sucedido por Putin.Em comunicado paralelo, o Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca classificou Yeltsin como uma "figura histórica em momentos de grande desafio para a Rússia". O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, expressou em Moscou seus pêsames pela morte de Yeltsin."Boris Yeltsin foi uma figura memorável da história moderna e desempenhou um grande papel na transição da Rússia para a democracia", disse Gates durante uma entrevista coletiva.Gates acrescentou que "ninguém esquecerá aquele Yeltsin em cima de um tanque durante a tentativa de golpe de 1991", quando o russo liderou a resistência à junta golpista que afastou por três dias do poder o presidente soviético, Mikhail Gorbachev.Comissão EuropéiaO presidente da Comissão Européia, José Manuel Durao Barroso, expressou suas condolências pela morte de Yeltsin e destacou sua "coragem" pela "defesa da liberdade". "Como presidente (Yeltsin) teve enormes desafios e mandatos difíceis, mas aproximou o Ocidente do Oriente e ajudou a reconstruir a cooperação", disse.Para Barroso, Yeltsin será recordado resistindo o golpe de Estado que pretendia restaurar o regime ditatorial na Rússia.O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, destacou que Boris Yeltsin desempenhou um "papel vital" em um "momento decisivo" da história russa. "Foi um homem extraordinário que viu a necessidade da reforma democrática e econômica", disse Blair. O ex-ministro conservador de Relações Exteriores do Reino Unido, Malcolm Rifkind, considerou que Yeltsin teve um impacto "enorme" na configuração do mundo atual. A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou Yeltsin de "lutador pela democracia e pela liberdade". "Sua contribuição ao desenvolvimento da relação entre os dois países ficaram na memória", escreveu Merkel.O ministro espanhol de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, destacou que Yeltsin "marcou a história recente da Rússia". África do SulO presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, também expressou suas condolências ao governo russo pela morte de Yeltsin, a quem qualificou como "um amigo da África do Sul". "Yeltsin era um amigo da África do Sul por tentar consolidar e reforçar as relações políticas e culturais entre os dos países", disse Mbeki em mensagem a Putin. Muitos dos dirigentes atuais da África do Sul estudaram na antiga União Soviética ou receberam ali treinamento militar para a luta contra o regime de "apartheid", que terminou no final dos anos 80.

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