Líderes ocidentais concordam em pressionar governo da Síria

Obama telefonou a Angela Merkel e Sakozy para discutir 'medidas adicionais' contra Assad

estadão.com.br

05 de agosto de 2011 | 20h11

WASHINGTON - Os líderes dos Estados Unidos, da França e da Alemanha concordaram nesta sexta-feira, 5, em aumentar a pressão sobre o regime do presidente sírio, Bashar Assad, devido à repressão das forças de segurança aos protestos da oposição, informou a Casa Branca.

 

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O comunicado divulgado pelos Estados Unidos afirma que o presidente americano, Barack Obama, telefonou para seu colega francês, Nicolas Sarkozy, e para a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir o assunto. Os líderes condenaram a "violência indiscriminada contra o povo sírio".

 

 

Os líderes também concordaram em "considerar medidas adicionais para pressionar o regime de Assad e demonstrar apoio ao povo sírio". O comunicado da Casa Branca, porém, não deu detalhes sobre quais seriam tais decisões.

 

 

Os três países, pertencentes ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), votaram para que fosse aprovado um decreto presidencial do órgão condenando a violência na Síria. Foi a primeira medida adotada por um órgão internacional em resposta à repressão. Governos já implementaram sanções individualmente contra o presidente sírio e alguns de seus aliados.

 

A revolta contra Assad começou em março, mas voltou à tona no último domingo, quando teve início o cerco do Exército à cidade de Hama, no oeste do país. Ativistas afirmam que ao menos 1.700 pessoas morreram desde o início dos enfrentamentos entre as forças de segurança e os manifestantes. O governo culpa "grupos armados" pela violência.

 

Nesta sexta, o governo da Síria afirmou que esmagou a rebelião em Hama, com a televisão estatal mostrando ruínas de prédios fumegantes e ruas com escombros. Segundo a emissora, as unidades do Exército estão "trabalhando para restaurar a segurança, a estabilidade e a normalidade em Hama" desde que "terroristas" provocaram o caos na cidade.

 

Com informações da Reuters e da Associated Press

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