Micholas Kamm/AFP Photo
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Líderes parabenizam e pedem compromisso a Trump 

Alguns aproveitaram para instar o novo líder americano a defender preceitos como 'liberdade e dignidade' e 'compromisso com aliados'  

O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2017 | 17h57

Líderes e organizações internacionais parabenizaram o novo presidente dos EUA, Donald Trump, após tomar posse na tarde desta sexta-feira, 20. Alguns deles aproveitaram para instar o novo líder americano a defender preceitos como "liberdade e dignidade" e "compromisso com aliados".  

O papa Francisco o incentiviou a defender a dignidade humana e a liberdade "no mundo todo", afligido por "graves crises humanitárias". "Em um momento em que nossa família humana está atormentada por graves crises humanitárias que exigem amplas e unidas respostas políticas, rezo para que suas decisões sejam guiadas pelos ricos valores espirituais e éticos que formaram a história do povo americano", afirmou o pontífice em comunicado divulgado pela Santa Sé. 

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, parabenizou Trump e destacou que o país tem desempenhado um "compromisso sólido" com a defesa transatlântica. Antes de assumir a Casa Branca, o republicano questinou a parceria entre os EUA e a aliança, organização que considerou "obsoleta". 

"Os EUA desempenharam um papel de liderança na Otan desde sua fundação em Washington, em 1949, e segue demonstrando hoje seu sólkido compromisso com nossa defesa compartilha", indicou, em comunicado. Stoltenberg, ex-primeiro-ministro da Noruega, ressaltou que a Otan é a aliança "mais bem-sucedida da história" e sua força é "tão boa para os EUA como é para a Europa". 

"Quero trabalhar próximo do presidente Trump para reforçar nossa aliança, garantir que seguiremos respondendo aos desafios em evolução, com uma carga compartilhada mais justa entre os aliados", ressaltou Stoltenberg, respondendo diretamente a um pedido do novo presidente dos EUA para que os países-membros do bloco invistam mais em suas próprias defesas.

Entre os mais próximos, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que a aliança entre os dois países será mais forte do que nunca. Em uma mensagem nas redes sociais, Netanyahu se referiu a Trump como "amigo" e acrescentou as bandeiras dos dois países no fim do texto. "Congratulações ao meu amigo presidente Trump. Desejo trabalhar junto com você para fazer a aliança entre Israel e EUA mais forte do que nunca", escreveu Netanyahu. 

O primeiro-ministro de Israel espera melhorar as relações com o novo governo dos EUA após oito anos de altos e baixos com o agora ex-presidente do país Barack Obama. Em dezembro, Obama permitiu, ao decidir pela abstenção dos EUA no Conselho de Segurança da ONU, a aprovação de uma resolução contra a colonização israelense no território ocupado da Palestina.

Do Reino Unido, a mensagem veio do ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, que também ressaltou seu desejo de que se mantenham os "sólidos laços" entre ambos países. 

O chefe da diplomacia britânica também mencionou a nomeação como vice-presidente americano de Mike Pence, com quem espera trabalhar em favor da "relação especial" entre Londres e Washington.

Em entrevista publicada nesta semana pelo jornal britânico The Times, o magnata nova-iorquino se mostrou favorável a assinar um acordo comercial com Londres com rapidez, diante da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). "Vamos trabalhar muito duro para tê-lo rapidamente e fazê-lo bem. Bom para as duas partes", declarou Trump.

Um porta-voz de Downing Street, residência e escritório oficial da primeira-ministra britânica, Theresa May, informou hoje que o magnata escreveu uma carta à chefe de governo após receber de presente uma cópia de um famoso discurso de Winston Churchill. / EFE 

 

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