Youssef Boudlal/Reuters
Youssef Boudlal/Reuters

Líderes pedem que Conselho de Segurança da ONU pressione Síria

Grupos de assistência humanitária desejam evitar que milhares se tornem 'reféns do impasse político'

Reuters

21 de agosto de 2012 | 15h36

NAÇÕES UNIDAS - Líderes mundiais e grupos de assistência humanitária pediram que o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) pressione para que as organizações tenham acesso à Síria e evitem tornar "reféns" milhares de pessoas desalojadas no conflito, que já dura 17 meses.

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O conselho, formado por 15 membros, tem vivido um impasse no que diz respeito a tomar uma ação firme contra Damasco. Rússia e China vetaram três tentativas apoiadas pelo Ocidente de pressionar o presidente sírio, Bashar Assad, e colocar fim ao conflito iniciado com protestos pacíficos pró-democracia.

Cinco integrantes do The Elders, grupo independente de líderes globais que promovem a paz e os direitos humanos, e os grupos de ajuda humanitária Save the Children, Refugees International e Norwegian Refugee Council pediram que o conselho auxilie na resolução da crise de assistência na Síria. "Mais de um milhão e meio de pessoas dentro da Síria agora são pessoas desabrigadas, que saíram de suas casas como resultado do conflito", escreveu o grupo em uma carta aos embaixadores do CS.

"A maioria necessita de assistência humanitária", afirmou o grupo. "Pedimos que não permitam que os milhares de desabrigados na Síria virem reféns do impasse atual no nível político."

Os integrantes do grupo The Elders que assinaram a carta foram: a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, a ex-premiê da Noruega Gro Harlem Brundtland, a ex-ministra da Educação de Moçambique Graça Machel e Ela Bhatt, fundadora da Self-Employed Women's Association, da Índia.

As condições humanitárias na Síria deterioraram com o agravamento do conflito, deixando os civis sem alimentos, saúde e outro tipo de assistência, informam agências da ONU. Segundo a ONU, mais de 18 mil pessoas morreram e cerca de 170 mil fugiram do país por causa dos confrontos na Síria.

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