Líderes regionais opinam sobre autoria da explosão em Jacarta

Líderes asiáticos expressaram horror e indignação nesta terça-feira diante da explosão de um carro-bomba em frente a um hotel em Jacarta, que matou pelo menos 13 pessoas e deixou cerca de 150 feridas, assegurando que o possível ataque suicida diante do hotel Marriott irá aumentar seu empenho para deter o terrorismo.Alguns líderes regionais opinaram que o grupo radical islâmico Jemaah Islamiyah pode ser o responsável pelo suposto atentado.A agência de estatal de notícias indonésia Antara disse que pelo menos oito estrangeiros - dois americanos, dois cingapurianos, dois chineses, um australiano e um neozelandês - estão entre os feridos. Pelo menos um estrangeiro, o cidadão holandês Hans Winkelmolen, está entre os mortos. Winkelmolen, de 49 anos, era presidente de uma subsidiária local do banco holandês Rabobank. A devastação causada pelo ataque podia ser avaliada pelos pedaços de vidro e sangue encontrados num raio de duas quadras a partir do local da explosão, um distrito comercial popular repleto de turistas estrangeiros e sede de várias embaixadas. Uma espessa nuvem de fumaça cobriu os arredores do hotel Marriott, onde a embaixada americana costuma oferecer recepções, incluindo as de 4 de julho, dia da independência americana. Ainda se desconhece o montante dos danos reais sofridos pelo edifício, mas no restaurante do estabelecimento, também atingido pelo atentado, podia-se ver poças de sangue. Enquanto a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, condenava o atentado ?nos mais enérgicos termos? e o chanceler da Malásia, Syed Hamid, lembrava que ?poderia haver mais ataques se não houvesse cooperação? entre os países da região, o chanceler da Austrália, Alexander Downer, opinou que o grupo islâmico Jemaah Islamiyah, ligado à rede Al-Qaeda, pode estar por trás da explosão, pela qual nenhum grupo havia assumido a responsabilidade até o ifnal desta tarde (hora local).Um funcionário americano que pediu para não ser identificado também opinou que a explosão apresenta características dos ataques do Jemaah Islamiyah, embora a maioria das vítimas pareçam ser indonésias.A devastadora explosão ocorreu dias antes de um tribunal ditar a setença de um dos acusados pelos atentados em Bali, na Indonésia, em outubro passado - que matou 202 pessoas, em sua maioria turistas estrangeiros -, e do qual membros do grupo Jamaah Islamiyah reivindicaram a autoria.

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