Líderes religiosos buscam conciliação

Enquanto explosões e disparos decorrentes do conflito sectário no Iraque continuam a ferir, a mutilar e a matar a população, líderes sunitas e xiitas - considerados os principais atores do combate que, segundo os iraquianos, começou após a invasão americana, em 2003 - afirmam querer o fim da violência no país.

BAGDÁ, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2012 | 03h13

Tanto o clérigo xiita Ibrahim al-Jabiri como o sunita Thamer al-Timimmi, ex-coordenador do Despertar em Bagdá - que participou da tentativa de reconciliação entre as facções religiosas ocorrida nos últimos anos - afirmaram ao Estado que esperam que seu país evolua para uma real unificação entre os muçulmanos de diferentes correntes.

"Tomara que sim", respondeu o sunita ao ser questionado sobre a possibilidades de as diferenças sectárias serem deixadas de lado no Iraque. Jabiri fez questão de ressaltar a diversidade do gabinete do governo de coalizão, composto também por políticos curdos - cuja região também sofre com a guerra entre as facções iraquianas.

Conciliação. Já Timimmi, clérigo xiita responsável pela principal mesquita de Sadr City, lembrou "a nova fase do Exército Mehdi", que abandonou as armas em 2008, desde que seu comandante, Muqtada al-Sadr, determinou o cessar-fogo de sua milícia.

"Hoje, a nossa função é aliviar as dificuldades dos iraquianos, sejam eles xiitas, sunitas ou cristãos", disse Timimmi, enquanto falava dos "inúmeros projetos sociais" que os sadristas têm colocado em prática no país.

As coincidências nos discursos não param por aí: ambos os líderes qualificam Israel como o "inimigo de todos" e se declaram "responsáveis" pela "vitória" sobre a Al-Qaeda no Iraque.

/ G.R.

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