Líderes religiosos pedem a Blair para não atacar Iraque

Clérigos católicos e anglicanos da Grã-Bretanha conclamaram hoje o primeiro-ministro Tony Blair a se opor a qualquer ataque militar contra o Iraque sem a aprovação da ONU. "É nosso ponto de vista que qualquer ataque contra o Iraque seria tanto ilegal como imoral, e que a erradicação dos perigos representados por ditadores malevolentes e terroristas pode ser conseguida apenas eliminando as verdadeiras causas da disputa", diz um comunicado dos clérigos deixado em Downing Street, o escritório do premier. O comunicado, escrito pelo movimento cristão Paz Christi, foi assinado por milhares de pessoas, incluindo Rowan Williams, o recém-apontado bispo de Canterbury, líder dos 70 milhões de anglicanos em todo o mundo. Os bispos católicos Malcolm McMahon, Thomas McMahon e Edwin Reagan também assinaram o documento, assim como representantes da Igreja Batista, Presbiteriana e Metodista. "Os britânicos não querem a guerra", disse a irmã anglicana Annaliese, depois de deixar a carta para Blair. O primeiro-ministro, que está de férias, não pôde receber o comunicado. O grupo disse também que a ONU deveria desaprovar qualquer ataque contra o Iraque, a menos que o país envolvido seja atacado por Bagdá.

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