Jabin Botsford/Washington Post
Jabin Botsford/Washington Post

Líderes republicanos se manifestam sobre vitória de Biden

George W. Bush, Kevin McCarthy, Marco Rubio, Roy Blunt e Mitt Romney se pronunciaram sobre corrida presidencial

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2020 | 14h16
Atualizado 08 de novembro de 2020 | 18h01

WASHINGTON - O líder republicano da Câmara, Kevin McCarthy, comentou neste domingo, 8, as projeções que indicam vitória de Joe Biden. “Cada voto legal deve ser contado. Cada recontagem deve estar completa. Cada desafio legal deve ser escutado. Então, e só então, a América decidirá quem venceu a corrida”, escreveu em seu Twitter.

O ex-presidente George W. Bush disse no domingo que conversou com Biden para parabenizá-lo pela vitória. Em um comunicado, Bush afirmou que a eleição foi "fundamentalmente justa, sua integridade vai ser garantida e o resultado é claro". Ele reconheceu, no entanto, que Trump tem o direito de pedir recontagem dos votos e entrar com ações judiciais. 

Marco Rubio, senador pela Flórida, também falou sobre a corrida presidencial em sua conta. “Portanto, fique acordado, pois você não sabe nem o dia nem a hora”, escreveu, citando o versículo Mateus 25:13.

Já o senador Roy Blunt, do Missouri, afirmou à emissora ABC disse “parecer improvável” que as projeções que indicam vitória de Biden mudem nos próximos dias. Apesar disso, afirmou, é “compreensível” que os republicanos esperem um pouco mais para confirmar o resultado. 

O senador pelo Estado de Utah e candidato à presidência em 2012 pelo partido republicano, Mitt Romney, disse em entrevista à rede de televisão americana NBC neste domingo que Biden é um “homem de caráter” e que pretende estabelecer um bom relacionamento político com ele. Contudo, ressaltou que o seu partido é maioria no Senado e que será necessário diálogo. “Biden trabalhou no Senado tempo suficiente para saber que existem dois partidos e que as coisas têm que ser decididas de forma bipartidária. Se a política for extrema, acho que ele vai fracassar”, afirmou.

Ted Cruz, senador pelo Texas e que chegou a concorrer contra Trump nas primárias do partido em 2016, disse em entrevista na Fox News que ainda é “prematuro” afirmar quem venceu a eleição e acusou a mídia de eleger o democrata. “A mídia não pode escolhe o presidente. O povo americano é que elege o nosso presidente. Nesse momento, temos vários Estados em que o resultado pode ser contestado”, disse ele.

O deputado Steve Scalise, uma das lideranças da minoria na Câmara de Representantes, reiterou a tese do partido de que apenas os “votos legais” devem ser contados em seu perfil no Twitter. “O povo americano merece um processo justo e transparente.”

Na manhã seguinte ao discurso da vitória do presidente eleito Joseph R. Biden Jr., os democratas instaram os legisladores republicanos a rejeitar a recusa do presidente Trump em conceder a corrida e aceitar os resultados da eleição.

“O que importa para mim é se o partido republicano irá ou não nos ajudar a preservar a integridade dessa democracia”, disse o deputado James E. Clyburn, democrata da Carolina do Sul, na CNN.

Symone Sanders, uma conselheira sênior de Biden, disse à CNN que ninguém da Casa Branca falou com a campanha desde que o resultado da eleição foi anunciado na manhã de sábado, embora alguns congressistas republicanos o tenham feito.

John Bolton, advogado republicano que foi conselheiro de Segurança Nacional de Trump e depois se tornou um crítico ferrenho do governo, teceu as suas críticas à postura do partido e a do presidente em um artigo publicado no jornal inglês The Telegraph. Ele afirmouque o partido republicano passa agora por um “teste de caráter” enquanto se posiciona a respeito da postura de Trump. 

“Os líderes do partido podem tanto rejeitar as falsas acusações de Trump e insistir para que ele apresente provas concretas na corte, ou se juntar ao delírio e manchar para sempre as suas reputações e a do partido”, escreveu Bolton.

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