Líderes tribais indianos são acusados de ordenar estupro

Uma indiana de 20 anos denunciou ter sido estuprada por um grupo de homens a mando de um conselho tribal porque se apaixonou por um homem de uma religião diferente, informou a polícia do Estado de Bengala Ocidental nesta quinta-feira.

AE, Agência Estado

23 de janeiro de 2014 | 14h09

Treze homens foram presos por envolvimento no crime, ocorrido na noite de segunda-feira, disse o oficial de polícia C. Sudhakar. A vítima está internada em estado grave. Ela relatou ter perdido a conta de quantos homens a violentaram.

Emissoras de televisão indianas mostraram imagens da mulher dando entrada no hospital já recebendo soro na veia. O rosto dela era coberto por véus.

De acordo com a denúncia da vítima, ela foi condenada pelo conselho tribal do povoado de Subalpur a pagar uma multar de 25 mil rupias, quantia equivalente a cerca de US$ 400, quando seu relacionamento com um homem de outra religião foi descoberto. O estupro coletivo foi ordenado depois que a família declarou ser pobre demais para pagar a multa.

A polícia não revelou a fé do casal envolvido no caso. Subalpur situa-se 180 quilômetros ao norte de Calcutá, a capital de Bengala Ocidental.

Ao longo do último ano, uma série casos de estupro vem abalando a Índia diante da violência sexual crônica e da incapacidade das autoridades locais de protegerem as mulheres. O caso de Bengala Ocidental é mais perturbador porque, segundo a vítima, a violência sexual foi ordenada por um conselho tribal.

A manutenção desses conselhos é vista como um desejo da população dessas comunidades. Eles decidem sobre temas que vão de normais sociais a códigos de vestimenta. Em alguns casos, eles chegam a decidir com quem uma mulher vai ou não se casar. Fonte: Associated Press.

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