Lieberman defende troca de terras e expulsão de árabes

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta segunda-feira que alguns árabes-israelenses deveriam ser despojados de suas cidadanias israelenses e colocados sob soberania palestina como parte de um acordo final de paz.

AE, Agência Estado

09 de janeiro de 2012 | 12h45

Lieberman fez as declarações antes de uma reunião entre negociadores de paz palestinos e israelenses que vai acontecer ainda nesta segunda-feira na Jordânia, a segunda etapa de conversações após uma interrupção de 15 meses.

Falando aos jornalistas no Parlamento, Lieberman reiterou sua posição de que para resolver o conflito entre Israel e palestinos é preciso redesenhas as fronteiras de Israel para colocar algumas comunidades árabes sob soberania palestina. Em troca, Israel receberia território na Cisjordânia.

"Qualquer acordo futuro com os palestinos deve conter na fórmula a questão de território e trocas de população", disse Lieberman. "Qualquer outro arranjo é simplesmente suicídio coletivo. Isto tem de estar claro e eu acho que é hora de essas coisas serem ditas."

Lieberman tem apresentado uma série de propostas legislativas que, segundo seus críticos são antiárabes. Dentre elas está a fracassada tentativa de exigir que os israelenses assinassem um juramento de lealdade ou teriam suas cidadanias revogadas.

As negociações na Jordânia tem como objetivo chegar a um acordo para a retomada de negociações amplas. A reunião, realizada da Jordânia, ocorre sob os auspícios do Quarteto para o Oriente Médio, grupo composto pelos Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Organização das Nações Unidas, que espera chegar a um acordo final de paz até o final de 2012.

Lieberman disse que Israel continua comprometido com as negociações de paz e acusou os palestinos de negociarem de má fé. "Está claro que os palestinos vieram para estas negociações contra sua vontade e apenas fizeram isso porque não podiam dizer não ao rei da Jordânia", disse ele.

"Infelizmente, os palestinos estão trabalhando para internacionalizar o conflito e tentar escapar das negociações diretas", afirmou ele. As informações são da Associated Press.

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