Líga Árabe avalia direitos humanos na Síria e pode pedir ajuda à ONU

Após missão ao país, observadores discutirão direitos humanos e decidirão se recorrem à ONU.

BBC Brasil, BBC

08 de janeiro de 2012 | 10h21

Ministros do Exterior da Liga Árabe estão no Cairo para debater as evidências de uma missão de observadores que foi à Síria para avaliar a situação dos direitos humanos no país.

Eles devem também examinar uma proposta feita pelo Catar de convidar especialistas em direitos humanos da ONU para avaliar se as autoridades sírias estão honrando sua promessa de cessar a violência.

O plano de pacificação da Liga, aceito pelo governo do presidente Bashar al-Assad, prevê a retirada de militares das ruas e o fim do uso da força contra civis.

Entretanto, críticos dizem que Assad está usando a presença de monitores como um aval político e que os ataques contra civis têm continuado.

Os observadores, que começaram sua visita no fim de dezembro, foram escoltados por forças de segurança sírias aonde quer que fossem. Muitos avaliam que por isso o grupo não pôde agir com total independência.

Violência

A ONU estima que mais de 5 mil civis foram mortos nos protestos contra o presidente Bashar al-Assad, que começaram cerca de dez meses atrás.

Só no sábado, segundo os opositores, 27 pessoas foram mortas em todo o país em confrontos com o governo.

Os tumultos começaram durante um funeral organizado pelo governo para homenagear as vítimas de um atentado a bomba em Damasco na sexta-feira, que já havia deixado 26 mortos.

O governo de Bashar al-Assad atribuiu o atentado a "terroristas", enquanto a oposição o acusa de forjar a ação para influenciar a opinião pública.

Duas semanas atrás, 44 pessoas morreram em um atentado semelhante, que também motivou trocas de acusações entre governo e opositores. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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