Manuel Elias / AFP
Manuel Elias / AFP

Liga Árabe celebra resolução da ONU contra assentamentos israelenses em território ocupado

Secretário-geral do grupo ressaltou que decisão ‘reflete o apoio da comunidade internacional ao povo palestino para que obtenha seus direitos legítimos’

O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2016 | 10h32

CAIRO - O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, celebrou neste sábado, 24, a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra os assentamentos israelenses em território ocupado.

Em comunicado, Aboul Gheit afirmou que a resolução da ONU "reflete o apoio da comunidade internacional ao povo palestino para que obtenha seus direitos legítimos", entre os quais sobressai "o direito de fundar seu país independente, com capital em Jerusalém Oriental".

O líder árabe também ressaltou que o texto da ONU nega a legitimidade dos assentamentos que, segundo ele, "representam um obstáculo para a chegada à solução dos dois Estados".

Aboul Gheit disse que espera que, nos próximos dias, haja avanços na tarefa de fazer a parte israelense se comprometer a cumprir com a resolução. Ele também reiterou a postura "forte e fixa" da Liga Árabe de apoiar a reivindicação dos palestinos, que considerou como "a questão central da nação árabe".

A resolução, aprovada com 14 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, exige a cessação "imediata" e "completa" dos assentamentos judaicos em território ocupado e insiste que a solução para o conflito no Oriente Médio passa pela criação de um Estado palestino que conviva junto a Israel.

Essa via, no entanto, corre perigo pela expansão das colônias, que está levando à "realidade de um Estado", afirma o texto, que considera os assentamentos "uma flagrante violação da lei internacional e um grande obstáculo para conseguir uma solução de dois Estados, assim como uma paz justa, duradoura e completa".

Consultas. Israel chamou a consultas seus embaixadores em Nova Zelândia e Senegal, e suspendeu uma visita do ministro das Relações Exteriores deste país, depois que as duas nações apresentaram a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.

A informação foi confirmada por fontes no governo israelense que pediram o anonimato, acrescentando que, além disso, o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ordenou suspender toda a ajuda e cooperação que seu país dá ao senegaleses.

A visita do chefe da diplomacia senegalesa, Mankeur Ndiaye, estava prevista para o mês de janeiro.

Fontes disseram que se trata da primeira reação à iniciativa que tomaram os dois países para apresentar a proposta votada no Conselho de Segurança, depois que o Egito retirou o projeto original um dia antes. / EFE

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