Liga Árabe critica Otan e pede cessar-fogo na Líbia

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, expressou preocupações a respeito da campanha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia e pediu um cessar-fogo e negociações com o regime de Muamar Kadafi, segundo informações divulgadas hoje no site do jornal britânico Guardian.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2011 | 16h37

Moussa, que teve um papel crucial para a reunião de apoio árabe para a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que permitiu a campanha da Otan, disse que está repensando a questão, já que os ataques aéreos parecem não estar funcionando. "Quando eu vejo crianças sendo mortas, eu tenho dúvidas. É por isso que adverti sobre o risco de vítimas civis", disse ele em entrevista ao jornal.

A Otan disse nesta semana que um míssil com defeito matou nove civis, dentre eles duas crianças. As autoridades líbias também disseram que 15 civis foram mortos num ataque contra um complexo perto de Trípoli, mas a Otan disse que tratava-se de um alvo legítimo.

"Não podemos ter um final decisivo. Agora é hora de fazer o que for necessário para chegarmos a uma solução política", afirmou Moussa. "Isso tem de começar com um cessar-fogo de verdade, sob supervisão internacional. Até o cessar-fogo, Kadafi deve permanecer no cargo. Então haveria uma movimentação para um período de transição, até chegarmos a um entendimento sobre o futuro da Líbia." As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
LíbiaataquesOtanLiga Árabe

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.