Liga Árabe desaprova negociação com Israel sem EUA

Chanceleres dos países árabes se manifestaram hoje contra qualquer negociação entre Israel e os palestinos, direta ou indireta, a menos que os Estados Unidos tomem uma posição firme sobre as futuras fronteiras de um Estado palestino. A Liga Árabe é formada por 22 países.

AE, Agência Estado

15 de dezembro de 2010 | 20h34

Os esforços de Washington para um acordo de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) sofreram um grande revés após o próprio governo americano desistir de pressionar Israel a congelar as construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios que os palestinos querem para seu futuro Estado.

O chanceler do Catar, Hamad bin Jassim, disse hoje que os árabes estão céticos sobre a capacidade dos EUA em pressionarem Israel nas questões que são centrais no conflito israelo-palestino. Segundo ele, os árabes não podem mais apoiar uma retomada das negociações. Um rascunho de resolução dos chanceleres pede aos EUA que declarem a fronteira de 1967, anterior à Guerra dos Seis Dias, como base para futuras negociações.

Doações

Doadores internacionais vão se reunir para discutir as necessidades financeiras da Autoridade Palestina em abril de 2011, informou hoje o ministro de Relações Exteriores de Noruega, Jonas Gahr Stoere. Ele disse esperar que o Estado palestino possa ser estabelecido no próximo ano.

Stoere falou após conversações com o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad. Ele lidera o comitê encarregado de coordenar a ajuda internacional para os palestinos, mas não deu uma data precisa para a reunião de doadores. "Nós todos devemos aderir à ideia de que 2011 será o ano no qual poderemos ver um novo Estado no palco mundial: o Estado Palestino", disse ele aos jornalistas, em Oslo.

"Para que isso aconteça, instituições precisam estar sólidas, a governança precisa ser transparente, segurança, escolas, todos esses elementos precisam estar funcionando". Já Fayyad enfatizou o trabalho feito pela Autoridade Palestina para diminuir sua dependência da ajuda internacional. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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