Liga Árabe e Catar pedem ação rápida da ONU na Síria

O chefe da Liga Árabe e o primeiro-ministro do Catar pediram nesta terça-feira ao Conselho de Segurança da ONU que tome uma ação rápida para conter a escalada da violência na Síria e apoie um plano árabe para a saída do poder do presidente sírio, Bashar al-Assad.

REUTERS

31 de janeiro de 2012 | 20h12

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, pediu ao conselho que tome "uma ação rápida e decisiva", enquanto o primeiro-ministro do Catar, xeique Hamad bin Jassim al-Thani, advertiu a entidade formada por 15 nações que "a máquina mortífera da Síria ainda está trabalhando".

Elaraby acrescentou que os países árabes estão tentando evitar uma intervenção militar estrangeira na crise que já dura 10 meses na Síria, um ponto que o xeique Hamad também enfatizou. O premiê do Catar sugeriu que o Conselho de Segurança deveria usar pressão econômica.

"Não estamos pedindo uma intervenção militar", afirmou o xeique Hamad. "Defendemos o exercício de uma pressão econômica concreta para que o regime sírio possa perceber que é uma ordem atender às demandas de seu povo."

"Não buscamos uma mudança de regime, essa é uma decisão que cabe ao povo sírio", acrescentou.

A rejeição pública deles à ideia de uma intervenção militar estrangeira parecia ser direcionada à Rússia, que poderá vetar, segundo diplomatas ocidentais, uma resolução elaborada por europeus e árabes que apoia um plano da Liga Árabe, alegando que o documento poderia provocar uma operação militar semelhante àquela na Líbia.

Ambas as autoridades atribuíram a crise na Síria ao governo, enquanto a Rússia tem procurado culpar tanto a oposição como o governo de forma igual.

Elaraby disse que a oposição recorreu às armas por causa do que ele chamou de "uso excessivo da força" por parte das autoridades sírias.

PERTO DE UMA GUERRA CIVIL

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, advertiu o Conselho de Segurança que a violência na Síria estava piorando, levando o país mais perto de uma guerra civil.

"A evidência é clara que as forças do (presidente sírio, Bashar al-) Assad estão começando quase todos os ataques que acabam matando civis, mas quanto mais pessoas pegarem em armas para resistir à brutalidade do regime, é cada vez mais provável que a violência saia do controle".

(Reportagem de Louis Charbonneau e Patrick Worsnip)

Tudo o que sabemos sobre:
ONUPRESSAOSIRIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.