Liga Árabe enviará missão de observadores

A Liga Árabe anunciou ontem que enviará uma missão de 500 observadores civis e militares para a Síria com o objetivo de verificar os acontecimentos no país depois de oito meses de protestos. Já a reunião de chanceleres árabes, convocada por Damasco, ainda não está confirmada.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2011 | 03h02

"A Síria concordou em receber uma comissão", disse Ibrahum al-Zafarani, responsável pela área médica da Liga Árabe, com sede no Cairo. O encontro de emergência, pedido por Bashar Assad, depende de trâmites burocráticos na entidade, segundo seu secretário-geral, Nabil al-Arabi.

A Síria tenta convencer a Liga Árabe a não implementar a partir de amanhã a suspensão, aprovada por 18 de seus 22 membros no sábado - Líbano, Iêmen e a própria Síria foram contra, enquanto o Iraque se absteve. Caso seja realmente suspenso, o país deve sofrer sanções econômicas e políticas de seus vizinhos árabes.

Em entrevista na segunda-feira, em Damasco, o chanceler sírio, Walid Moallen, afirmou que a decisão da Liga Árabe de suspender o país "foi um passo perigoso". Ainda assim, ele garantiu que a missão de observadores será bem recebida.

Até ontem, não estava claro se os enviados poderão viajar para os focos dos protestos em Homs, já que em Damasco praticamente não existem manifestações contra Assad. Desde o início do levante, a Síria impede a entrada de grupos de direitos humanos e restringe o trabalho da imprensa.

Violência. Apesar de se comprometer com o fim da violência, forças de segurança de Assad mataram mais de 50 pessoas ontem em todo o país em mais um dia de repressão aos dissidentes. O governo argumenta que os mortos são membros de milícias que entraram em choque com o Exército e a polícia.

A ONG Human Rights Watch e outros grupos de defesa dos direitos humanos admitem haver grupos armados na oposição, mas dizem que a maioria das vítimas é civil, incluindo crianças e idosos. / G.C.

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