Liga Árabe expressa rejeição a guerra contra Iraque

Uma cúpula da Liga Árabe expressou hoje sua "completa rejeição a qualquer agressão contra o Iraque" e decidiu enviar representantes a Bagdá, Washington, capitais européias e Nações Unidas em busca de uma solução pacífica para a crise.No início da cúpula, os Emirados Árabes Unidas haviam se tornado a primeira nação árabe a pedir abertamente ao presidente iraquiano, Saddam Hussein, para renunciar e poupar a região de uma guerra. O ministro da Informação dos EAU, xeque Abdullah bin Zayed Al Nahyan, disse a repórteres que a proposta feita por seu pai, xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, não fora seriamente considerada porque os 22 membros da "Liga Árabe não tiveram coragem de discuti-la".O secretário-geral da Liga, Amr Moussa, concluiu a cúpula lendo um comunicado final expressando "completa rejeição a qualquer agressão contra o Iraque" e reiterando "a necessidade de se resolver a questão iraquiana por meios pacíficos". Também foi pedido ao Iraque para cumprir todas exigências de desarmamento do Conselho de Segurança da ONU.Os líderes árabes, segundo o comunicado, concordaram em formar um comitê de diplomatas da Tunísia, Líbano e Bahrein para "promover contatos com partes internacionais interessadas e explicar a posição árabe, especialmente aos membros permanentes do Conselho de Segurança, assim como para consultar com o fraterno governo iraquiano... a fim de discutir formas de enfrentar os sérios desafios diante do Iraque e as possibilidades e perigos ameaçando Estados árabes".Foi pedido que seja dado mais tempo aos inspetores de armas daONU para determinarem se o Iraque está escondendo armas dedestruição em massa.O comunicado sublinha que os países árabes se absterão depromover qualquer ação militar contra o Iraque. Ele não tratou,entretanto, das dezenas de milhares de tropas americanas estacionadas na região, a maioria no Kuwait, para uma possível guerra.O comunicado acrescenta que mudanças políticas no mundo árabe"são uma questão a ser decidida pelo povo da região de acordocom os interesses nacionais, sem interferências externas".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.