Liga Árabe pede inspeção em prisões israelenses

A Liga Árabe solicitou à ONU e a outros organismos internacionais que verifiquem as condições dos palestinos detidos em prisões israelenses, muitos dos quais atualmente em greve de fome. Embaixadores de 22 Estados-membros da Liga Árabe, que tem sede no Cairo, emitiram comunicado sobre o assunto, no qual consideram "um crime de guerra" a situação dos prisioneiros palestinos. A nota foi divulgada depois de uma reunião de emergência convocada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP). "As prisões israelenses devem ser investigadas porque são locais secretos", diz o comunicado. "Trata-se de violações perigosas e seus perpetradores deveriam ser tratados como criminosos de guerra", afirma. Mais de 2.200 prisioneiros palestinos estão em greve de fome há mais de uma semana para exigir melhores condições carcerárias. Cerca de 4.000 palestinos estão detidos em prisões israelenses por participar de ações violentas desde o início da atual intifada, em setembro de 2000. Outros milhares estão detidos em prisões militares, muitos deles sem acusação formal.

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