Liga Árabe respalda negociação direta entre Israel e palestinos

Israel diz estar pronto para negociar; palestinos insistem em pré-condições.

BBC Brasil, BBC

29 de julho de 2010 | 18h42

A Liga Árabe afirmou nesta quinta-feira seu apoio à retomada das negociações diretas entre palestinos e israelenses, suspensas desde 2008.

Após um encontro de ministros das Relações Exteriores dos países-membros da organização no Cairo, o chanceler do Catar, Sheikh Hamad Bin Jassem Al-Thani, que presidiu a conferência, disse que as negociações diretas foram aprovadas, mas ainda dependem de decisões palestinas.

"Concordamos sobre os princípios que devem ser discutidos e a maneira como as negociações diretas devem acontecer", disse ele, ressaltando que as datas para as conversas devem ser "um assunto para os palestinos decidirem".

Após a reunião, o governo israelense emitiu um comunicado dizendo que o premiê Binyamin Netanyahu está "pronto para começar, já nos próximos cinco dias, negociações diretas e francas com a Autoridade Palestina".

Condições

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, repetiu antes do encontro que uma das pré-condições para voltar a negociar diretamente com os israelenses é o congelamento das ampliações de assentamentos judeus em áreas palestinas ocupadas, segundo a agência de notícias estatal do Egito.

Outra pré-condição é que Israel dê "garantias por escrito" de que aceita as fronteiras de 1967 entre as áreas israelenses e palestinas, disse Abbas.

Os Estados Unidos vêm pressionando Abbas para retomar as negociações, interrompidas diretas após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Netanyahu disse aceitar a ideia de um Estado palestino, com algumas ressalvas, mas não admite dividir o controle de Jerusalém oriental, que os palestinos pretendem ter como a capital de um eventual Estado.

Acaba em setembro o congelamento de dez meses nas ampliações em assentamentos israelenses na Cisjordânia.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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