Liga Árabe vai se unir contra extremistas

O chefe da Liga Árabe pediu ontem aos membros do bloco que confrontem "militarmente e politicamente" os extremistas do Estado Islâmico (EI), emitindo o que parece ser um chamado ao combate armado.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2014 | 02h03

O apoio dos 22 países-membros pode ser crucial para o esforço do presidente americano, Barack Obama, de reunir uma coalizão internacional contra o EI, que conquistou grandes áreas do Iraque e da Síria.

As forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já concordaram em atacar os jihadistas.

Nabil al-Arabi, chefe da Liga Árabe, disse na abertura de uma reunião do bloco, ontem, que o avanço do grupo no Iraque desafia a autoridade do país, "sua própria existência e a existência de outros países". Al-Arabi pediu também empenho para enfrentar o grupo militarmente, politicamente, economicamente e culturalmente.

Vários ministros de Relações Exteriores falaram sobre a gravidade do desafio imposto pelo EI ao Iraque e a violência que tomou conta da Líbia e outras regiões.

Uma fonte da diplomacia iraquiana disse que Bagdá elaborou uma resolução endossando os esforços para enfrentar os insurgentes e condenando as ações do EI, como crimes de guerra e contra a humanidade.

Outras fontes disseram que a Liga Árabe concordaria com uma resolução de apoio à campanha aérea dos EUA contra o grupo militante. A agência de notícias estatal do Egito, Mena, disse, citando uma fonte, que os ministros concordariam em trabalhar com os EUA.

Antes da reunião, Al-Arabi conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para falar sobre os militantes islâmicos.

Segundo um funcionário do governo americano, eles discutiram a necessidade de a Liga Árabe assumir um posicionamento forte na coalizão que está se desenvolvendo e a importância de ações decisivas para interromper o fluxo de combatentes estrangeiros, acabar com as fontes de financiamento do grupo e combater o incitamento à violência. /REUTERS

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