Linhas de energia já foram conectadas à usina nuclear no Japão

Eletricidade ainda deve demorar mais alguns dias para ser religada nos reatores

Associated Press e Efe

22 de março de 2011 | 09h23

 

 

TÓQUIO - A empresa que opera a usina nuclear de Fukushima, no Japão, disse nesta terça-feira, 22, que as linhas que levam energia elétrica ao complexo já foram conectadas em todos os seis reatores, apesar de mais trabalho ser necessário antes da eletricidade poder ser ligada.

 

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A Tokyo Electric Power Company (Tepco), que administra Fukushima, disse que trabalhadores ainda têm que checar tubulações, motores e outros equipamentos antes da eletricidade ser ligada.

 

Reconectar a usina nuclear de Fukushima Daichi à rede elétrica é um passo significativo na retomada do controle dos reatores superaquecidos e dos depósitos de combustíveis. Mesmo assim, ainda deve levar alguns dias, senão mais, antes que os sistemas de resfriamento sejam ligados, já que o equipamento danificado precisa ser trocado e qualquer gás volátil deve ser ventilado para evitar uma explosão.

 

Terremoto

 

Um terremoto de magnitude 6,3 na escala de Richter voltou a assustar o nordeste do Japão nesta terça-feira, mas não há informações de vítimas ou danos materiais, indicou a Agência Meteorológica japonesa.

 

O tremor, sentido também em Tóquio, ocorreu às 18h19 local (6h19 de Brasília) e teve epicentro no Oceano Pacífico, próximo à costa da província de Fukushima, a profundidade de dez quilômetros.

 

O terremoto teve intensidade 4 na escala japonesa fechada de 7, que se centra mais na extensão das zonas afetadas que na intensidade do tremor.

 

A Agência Meteorológica do Japão tinha advertido nesta terça-feira sobre a possibilidade de novos tremores no nordeste do país, com magnitude de até 7 na escala Richter e o risco de suscitar alertas de tsunami.

 

O organismo explicou que o terremoto de magnitude 9 na escala Richter seguido de tsunami que devastou o nordeste do país no último dia 11 pode registrar réplicas em uma vasta região e pediu às províncias afetadas a não baixar a guarda.

 

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