Lino Oviedo diz ser vítima de perseguição política

O ex-general paraguaio Lino Oviedo, que cumpre dez anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado, reiterou nesta quarta-feira que é vítima de uma perseguição política encabeçada por líderes do governista Partido Colorado.Oviedo, que compareceu nesta quarta-feira aos tribunais em virtude de um recurso de amparo apresentado por seus advogados, disse a jornalistas que a condenação pela tentativa de golpe que encabeçou em 26 de abril de 1996, contra o então presidente do país, Juan Carlos Wasmosy, foi promovida pelos "oligarcas do Partido Colorado", que "se uniram contra" sua pessoa."Queremos mudança. O povo está com fome, empobrecido. Temos mais de 500.000 compatriotas em três anos do Governo de (Nicanor) Duarte Frutos que emigraram", acrescentou o ex-chefe do Exército e fundador do Partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Punace).Oviedo compareceu diante do juiz Juan Carlos Paredes, membro de um tribunal de apelação, a quem solicitou a revisão de seu caso com base numa "violação do devido processo e de seus direitos humanos"."O tribunal, haja vista que em primeira instância não aconteceu nenhuma diligência, e como se trata de uma questão constitucional, na qual estão envolvidos direitos humanos, resolveu convocá-lo (Oviedo) para que explique o regime penitenciário ao qual se encontra submetido", disse o juiz.Entre os pedidos de Oviedo, está a revisão de sua pena, ditada em 9 de março de 1998 por um tribunal militar extraordinário e ratificada em 17 de abril do mesmo ano pela Suprema Corte.Além disso, pediu que sejam autorizadas visitas regulares de membros da imprensa e de amigos ao local em que está detido, a prisão militar de Viñas Cué, num bairro da periferia de Assunção.Oviedo foi preso logo depois de retornar ao Paraguai, em junho de 2004, após ter passado quase cinco anos foragido da Justiça na Argentina e no Brasil.

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