'Lista do terror'inclui matriarca dos Tsarnaev

Mãe de Tamerlan e Dzhokhar, acusados de atentado em Boston, está desde 2011 em relação de extremistas

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2013 | 02h05

Zubeidat Tsarnaeva, mãe dos suspeitos de executar o atentado na Maratona de Boston, no dia 15, está na mesma lista americana de suspeitos de terrorismo da qual constava o nome de seu filho Tamerlan, apontado como coautor do ataque. Autoridades americanas informaram que ambos foram incluídos na base de dados no início de 2011. A relação é compartilhada pelas agências americanas de prevenção ao terror.

Na época, a Rússia advertira o FBI sobre suas suspeitas de que Tamerlan e Zubeidat eram radicais islâmicos. A mãe e o pai dos suspeitos, Anzor Tsarnaev, haviam informado no início da semana seus planos de embarcar para os Estados Unidos a fim de depor ao FBI e buscar informações sobre o atentado. Zubeidat insiste que seus filhos, Tamerlan e Dzhokhar, não foram autores das explosões, que resultaram em 3 mortos e 176 feridos.

Os planos do casal mudaram. A mãe dos suspeitos disse ontem que jamais teve a intenção de ir aos EUA. Informou ainda que Anzor, cuja viagem estava marcada para quinta-feira, está internado em um hospital de Moscou para se tratar de "nervos, cabeça, estômago e pressão alta".

O fato de um nome estar na lista não significa necessariamente que se trate de um terrorista nem que seja iniciada investigação ou vigilância pelas agências americanas. Mas parlamentares americanos pressionam por uma investigação mais profunda sobre as atividades da mãe dos Tsarnaevs.

"Ela é uma pessoa de interesse, que estamos observando para ver se ajudou a radicalizar seu filho ou se teve contato com outras pessoas e grupos terroristas", afirmou ontem o deputado federal democrata Dutch Ruppersberger, do Comitê de Inteligência da Câmara. "A meu ver, a mãe teve um papel no processo de radicalização de Tamerlan Tsarnaev", disse o deputado Michael McCaul, presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara.

Depois de uma semana internado em um hospital de Boston que tratara também das vítimas do atentado, Dzhokhar, de 19 anos, foi transferido ontem para o centro médico de uma prisão federal, no norte do Estado de Massachusetts. Ele se rendeu à polícia na noite do dia 19, depois de 22 horas de perseguição policial, com ferimentos na garganta, nos braços e nas pernas. Seu irmão Tamerlan, de 26 anos, morreu na noite anterior em uma intensa troca de tiros com a polícia.

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