Liu Xiaobo, dissidente chinês

Líder nos protestos de Tiananmen, ativista preso foi laureado com o prêmio Nobel da Paz deste ano

estadão.com.br

08 de outubro de 2010 | 06h48

SÃO PAULO - Nascido em Changchun, povoado da província de Jilin, em 28 de dezembro de 1955, Liu Xiaobo é um dos autores do manifesto Carta 08, assinado por outros 303 intelectuais e artistas da China em 2008, uma de suas ações na luta pela democratização o país e pelo respeito aos direitos humanos.

 

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Ex-professor visitante da Universidade de Columbia (Nova York, EUA), Liu encabeçou os protestos estudantis de Tiananmen (Praça da Paz Celestial) em 1989. Nas manifestações, ocorridas em 4 de junho, ele e outros três veteranos ativistas salvaram centena de vidas ao negociar uma saída pacífica da praça antes de veículos militares agirem contra os que protestavam por mais democracia na China.

 

Pela participação em Tiananmen, foi condenado a dois anos de prisão. Em 1996, foi preso pela segunda vez por "perturbar a ordem pública" ao criticar o Partido Comunista e sentenciado a três anos de trabalho forçado. Durante o período em que ficou preso, casou com a poetisa Liu Xia, que hoje luta pela libertação do marido e apoia sua causa.

 

Liu foi laureado com o prêmio Nobel da Paz de 2010 nesta quinta. Atualmente, o ativista cumpre uma pena de 11 anos na prisão Jinzhou, na província Liaoning, por ter redigido a Carta 08, assinada por quase dez mil pessoas. Organizações internacionais e governos pressionam a China por sua libertação.

 

Otros vencedores do prêmio, como o líder espiritual tibetano exilado, dalai-lama, e o ex-presidente checo Vaclav Havel, expressaram seu apoio a Liu na luta pela democracia. Havel foi autor da Carta 77, documento que inspirou o redigido pelo ativista chinês 21 anos depois.

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