Livni desiste de coalizão e pede novas eleições

A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, deve se reunir hoje com o presidente Shimon Peres para pedir que as eleições sejam antecipadas. Livni, que é líder do maior partido de Israel, o Kadima, admitiu na noite de ontem que cansou de chantagens e prefere suspender as negociações para formar uma nova coalizão de governo. Rádios israelenses divulgaram que antes de tomar a decisão, a ministra esteve com conselhereiros em sua casa em Tel Aviv, para uma última conversa."Estou cansada de chantagens. Veremos todos estes heróis dentro de 90 dias", disse Livni, estimando o novo prazo para as eleições, que deveriam ocorrer apenas em 2010. "Tomou a decisão certa", declarou à imprensa local, o deputado Yoel Hasson, um dos dirigentes do Kadima.Livni assumiu o mandato em setembro, como sucessora designada do primeiro ministro Ehud Olmert, afastado após escândalos, e pretendia fazer a coalizão. Mas mesmo com o apoio do Partido Trabalhista, ela não conseguiu a maioria necessária no Parlamento para formar um governo. O retrocesso nas negociações começou com um golpe na sexta-feira, quando o partido ultra-ortodoxo Shas se recusou a formar uma coalizão, alegando objeções na divisão de Jerusalém num eventual acordo de paz com os palestinos e sobre os benefícios sociais.

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